16 de novembro de 2020

Ambientação digital pós-pandemia: como as famílias estão lidando com isso?

Por Bruna Batista

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A educação, que já enfrentava questões diversas geradas pelas transformações sociais recentes, ganhou contornos ainda mais desafiadores no último ano. O ensino remoto, devido ao contexto de distanciamento social imposto pela pandemia da COVID-19, foi a solução que muitas instituições encontraram para continuar com o desenvolvimento educacional de seus alunos 

De forma emergencial, elas precisaram adaptar suas metodologias e práticas pedagógicas para a nova realidade e precisaram contar com o apoio das famílias dos estudantes nesse processo. E, para isso, os alunos precisaram aprender a usar essas plataformas e a engajar com seus professores e colegas nesse ambiente.  

Para as famílias, esse foi um momento difícil de reorganização da rotina e readaptação. O que as famílias esperam no pós-pandemia? A educação digital continuará fazendo parte da rotina? Para a gestão escolar é importante acompanhar o que pensam pais e responsáveis, buscar entender quais as dificuldades e como a instituição pode atender suas expectativas. Confira nesse artigo como ajudar as famílias a ligar com a ambientação digital pós-pandemia.  Boa leitura!  


Ambientação digital pós-pandemia  

A suspensão das aulas, segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) impactou cerca de 90% da população estudantil do mundo. O ensino remoto refere-se às ações pedagógicas criadas para atender as demandas emergenciais criadas pelo contexto atual.  

O processo de ensino de forma digital depende, contudo, de adequação do material didático a esse novo formato. Isto é, não basta simplesmente transferir o conteúdo presencial para o mundo virtual, é preciso que sejam feitas as devidas adaptações, que se considere procedimentos específicos e adequação aos objetivos da aprendizagem.  

Precisamos nos lembrar que esse formato adotado pela Educação Básica nos últimos meses possuiu caráter emergencial. A transição do ensino presencial para o modelo online foi feita às pressas, como forma de remediar uma situação que estava fora do controle dos educadores e gestores. Por isso, pode ser que cada instituição tenha levado um tempo diferente para se adaptar a esse novo modelo.  

Algumas instituições já adotavam o ensino híbrido, que unia o ensino presencial com atividades complementares realizadas em plataformas de ensino digitalO hibridismo, no entanto, pressupõe a realização de alguma parte das atividades de forma presencial, o que se tornou impossível no atual contexto. 

 Contudo, para essas escolas e alunos, a transição acabou sendo mais fácil, afinal já possuíam alguma familiaridade com essas ferramentas. Agora, com a possibilidade de retorno presencial das aulas, é preciso pensar como o ensino digital continuará fazendo parte da rotina da instituição.  

 A adaptação das famílias  

Da mesma forma, ainda que uma parte importante do sucesso do ensino remoto venha do apoio familiar, é possível que algumas famílias tenham tido uma adaptação mais fácil que outras. Afinal, cada núcleo familiar possui uma realidade e está enfrentando suas próprias dificuldades.  

Com a volta das aulas presenciais, não podemos achar que a educação continuará sendo a mesma. Por isso, a instituição de ensino pode se organizar e buscar entender melhor o que o corpo discente e as famílias esperam do ensino daqui para frente. Para isso, a escola pode adotar medidas simples como:  

  • Realização de reuniões online e individuais com pais e familiares para entender como foi o processo de ensino digital ao longo do último ano;  
  • abertura de formulários anônimos para que pais e familiares possam opinar sobre o que deu certo e o que não deu certo no ensino digital;  
  • avaliação do desempenho dos alunos nas plataformas de ensino virtual para verificar em quais pontos a aprendizagem foi bem sucedida e quais são os pontos de melhora;  
  • instruir os professores a conversar com os alunos sobre os aspectos do ensino remoto.  

Essas são ações simples mas que podem ajudar a entender melhor como manter as tecnologias no processo de ensino-aprendizagem.  

O ensino para o futuro 

A educação deve buscar sempre a transformação e a preparação para o futuro, considerando os diversos processos sociais e culturais. A inserção da tecnologia no ensino é uma realidade e dificilmente as escolas poderão ser bem sucedidas sem utilizá-la. Para pensar seus próximos passos, a instituição precisa de organização e planejamento. Por isso, preparamos um material que pode auxiliar a pensar as medidas que serão tomadas em 2021. Confira!  

 

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